terça-feira, 21 de outubro de 2014

Nota de Falecimento do Barão de Camanducaia

Tribuna Liberal 12-03-1889 p.3 edição 99
"Novo e profundíssimo golpe acaba de ferir o partido liberal do 11º districto da província de Minas.
Hontem ainda era Sylvestre Ferraz, o moço cheio de ardor e de crenças, athleta invencível, o coração nobre, leal, o valoroso, que tombava no chão da morte no meio de um alarido de dor que echôava por toda a altiva província do seu nascimento -  theatro também de suas glórias, hoje vão se também para sempre nas condições mais trágicas outro lidador possanlíssimo da casa liberal naquelle districto.
Triste fatalidade!
A 5 do corrente, em viagem de Itajubá para Conceição dos Ouros, caiu instantaneamente morto na estrada, fulminado por um raio, o Barão de Camanducaia, cidadão prestante e benemérito chefe liberal do município do Paraíso. 
No lugar do sinistro caíram mortos os animais da comitiva em número de sete, e foram ao chão, terrivelmente atordoados, os quatro camaradas bem como o companheiro de viagem do barão, nosso correligionário Sr. tenente Cyro Gonçalves.
O cadáver de nosso amigo foi conduzido para a cidade do Itajubá, sendo dado à sepultura no dia 6.
A carência de pormenores biográphicos  concernentes ao cidadão cuja morte pranteamos, ignorando  nós ainda as manifestações de pezar que o nefasto acontecimento forçosamente teria provocado, não nos permite alongarmo-nos nesta notícia de última hora.
Mas veste-se do lucto, e lucto pesado, o liberalismo do 11º districto, e nós com elle em toda a sinceridade, unidos nas expansões de pungente mágua por esse forte laço de arraigadas e firmes crenças políticas".

domingo, 19 de outubro de 2014

Fazenda Chapada

Fazenda Chapada no começo do século XX (entre 1910 e 1919).

 Fazenda Chapada em 14/09/14


quarta-feira, 18 de junho de 2014

Barão e Baronesa de Camanducaia

Baronesa  e Barão de Camanducaia em foto de meados de 1885.

Joaquim da Motta Paes, o Barão de Camanducaia, casou-se duas vezes, a primeira com sua prima Maria Ribeiro de Oliveira (que faleceu em 1866),  e pela segunda vez em 02/01/1869 com Bernardina Maria Pereira dos Anjos, filha de João Pereira da Silva e Maria Josefa Carolina, casamento do qual não houve descendência.

Registro de Casamento de Joaquim da Motta Paes e Bernardina Maria Pereira dos Anjos
O Barão faleceu vitimado por um raio em 1889, e a Baronesa permaneceu vivendo em Conceição dos Ouros-MG até a sua morte, em 1928.

domingo, 23 de fevereiro de 2014

1932 - O Túnel da discórdia

Alguém comentou comigo que tinha uma foto dos Motta Paes em um livro sobre 1932. Já estava revirando a internet quando coincidentemente o autor entrou em contato comigo. Trata-se de 1932 - O Túnel da discórdia, de Celso Luiz Pinho, que me fez a gentileza de mandar um exemplar autografado. Agradeço imensamente. No livro, o Celso fala um pouco sobre os Motta Paes quando trata do surgimento da cidade de Passa Quatro.




Já estou quase acabando a leitura e o Celso escreve de um jeito muito agradável e fluído, vale a pena ler. Estou louca agora para conhecer pessoalmente o túnel, é claro. Caso vocês se interessem podem adquirir no site da editora: www.editoragregory.com.br.

Post atualizado em 13/02/2022 para inclusão do índice do livro:




terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Tenente Horácio da Motta Paes


Temos poucas informações sobre o Tenente Horácio da Motta Paes, filho do Barão de Camanducaia e de sua mulher, D. Maria Ribeiro de Oliveira. Sabemos que ele faleceu solteiro em Campanha-MG em 11/05/1882, aos 22 anos, tísico.

Lendo a edição 333 do jornal "Colombo", de 14/05;1882 encontramos tanto a notícia do falecimento quando o anúncio de agradecimento postado pela família.
Um tempo atrás o amigo Campos Salles me perguntou o que ele poderia estar fazendo em Campanha, já que não tinha mais idade para estudar. Mistério resolvido: aparentemente ele estava na cidade para cuidar de sua saúde já debilitada.

domingo, 2 de fevereiro de 2014

Vereadores de Paraisópolis - 02/12/1895



A divulgação dessa foto aqui no blog é fruto de um trabalho bastante coletivo: o primo Hélio Irani da Motta e Camanducaia me passou, e informou que era de quanto o meu trisavô e avô dele, Firmo da Motta Paes, havia sido presidente da Câmara em Paraisópolis. Lendo jornais da época, descobri que isso havia ocorrido em 1895.
O segundo passo foi encaminhar a foto para o amigo José de Campos Salles Neto, que fez o favor de encaminhá-la para o senhor Antônio Almeida, o Toninho Almeida, a quem não conheço, mas agradeço muito pela ajuda. Como eu já disse, a melhor parte do blog e de pesquisar é encontrar os amigos pesquisadores pelo caminho!
O Toninho fez as seguintes deduções sobre essa fotografia: a mesma deve ter sido tirada em 02/12/1895, que foi a ultima seção do exercício de 95 pois foi  a única em que estavam todos os 9 vereadores, além do escrivão da Câmara, Antônio Bernardes Cordeiro, o que foi verificado nas atas. 

1- ?
2- ? 
3- Lindolfo Rodrigues Mendes
4- ?
5- ?
6- Adolfo Bueno de Paiva
7- José Antonio Lopes Ribeiro Junior (com a criança no colo)
8- Major Francisco Pinto de Carvalho 
9-  Tenente Coronel Firmo da Motta Paes
10-?
11- ?
12- ?

Sabemos pela ata, que os presentes eram, além dos citados acima:
- Antonio Bernardes Cordeiro
- João da Motta e Silva
- Dr. Targino Silva
- Florindo Lopez de Oliveira Gusmão
- José Antonio Lopes Ribeiro Junior
- Joaquim Bernardes Rangel

Infelizmente, não conseguimos identificar todos os presentes na foto, então peço aos leitores, se souberem de alguém que possa nos ajudar que entrem em contato pelo email mayara.mmatos@gmail.com.

Agradeço imensamente a ajuda de todos os envolvidos até o momento!

sábado, 11 de janeiro de 2014

Família de Thereza Ribeiro de Oliveira Motta

Boa tarde,
Essa é outra das imagens cujas informações o Carlos Eduardo Araújo de Almeida Barros compartilhou comigo. O Jéferson do Arquivos Históricos de Ouros já havia compartilhado a foto, mas não tínhamos muitas informações sobre ela. Mistério resolvido: trata-se de Thereza Ribeiro de Oliveira Motta, filha natural do Barão da Motta Paes e sua família. Ela foi tirada na Fazenda Aparecida em Espírito Santo do Pinhal- SP em 1894. Numerei as pessoas para facilitar a identificação das mesmas, espero que vocês gostem.

1 - Thereza Ribeiro de Oliveira Motta, nascida em Conceição dos Ouros em 1854 e falecida em Espírito Santo do Pinhal em 06/12/1895.
2- Manoel José Araújo Alckmin, segundo marido de Thereza, com quem casou-se em Espírito Santo do Pinhal em 29/06/1874.
3-  Belmiro Ribeiro de Moraes e Silva, filho do primeiro casamento de Thereza, com Daniel da Silva Santos, nascido em 1869.
4 - Segisfredo, nascido em 19-08-1893.
5- José, nascido em 16-01-1881 e falecido em 03-03-1954.
6- Lucinda,  nascida em   11-05-1875 e falecida em  24-4-1904.
7- Manoel , nascido em 28-6- 1888.
8- Octávio, nascido em 8-12-1884 e falecido em  08-01-1968.
9- José Pereira (Zeca).
10- Mário, nascido em  24-08-1890
11- Luiz, nascido em 09-02-1882.
12- Josefina, nascida em 10-02-1879
13- Em dúvida: Ondina ( 22-5-1891 ) ou Calyzinha ( 12-5-1892 ) Irmã Carmelita Maria de Jesus.


quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Fotografia

Boa tarde,

A parte mais legal de manter o blog, na minha opinião, é o contato que ele me proporciona com outros pesquisadores e, em última instância, com informações novas. Ao contrário de algumas pessoas que conheci pelo caminho, procuro sempre compartilhar o que encontro, desde que quem compartilhou comigo não se incomode. O Carlos leu o blog, me mandou um email, compartilhou informações muito valiosas  e gentilmente me autorizou a compartilhar  com vocês. Adorei, particularmente, essa fotografia, já tinha visto um pedaço dela  na página Arquivos Históricos de Conceição dos Ouros, mas agora podemos vê-la completa e o Carlos ainda forneceu a identificação de alguns dos presentes. Espero que gostem.



No centro da foto, ao lado da irmã Felícia Lemes Cabral, aparece José Ribeiro da Motta Paes, o Barão da Motta Paes, com a barba branca. Na extrema direita, tio-avô do Carlos, José Ribeiro de Araújo. Segundo ele, essa fotografia se encontra exposta no Museu de Conceição dos Ouros, e provavelmente foi tirada por volta de 1910.

Caso você tenha informações sobre os Motta Paes que gostaria de compartilhar, entre em contato pelo email mayara.mmatos@gmail.com

domingo, 1 de dezembro de 2013

Anna da Motta Paes

Às vezes  nos deparamos com alguns documentos que nos intrigam, e pensamos que nunca vamos conseguir desvendar as pessoas envolvidas. Esse caso especialmente começou quando encontrei esse registro de batismo em Pouso Alegre:



Na imagem lê-se:

Aos 16 de Abril de mil oitocentos e vinte e seis no Oratório das Dores desta Freguesia o Reverendo Bento José de Carvalho com licença baptizou e pôs os Santos Óleos a José de treze dias, filho de Anna da  Motta Paes e pai incógnito. Foram padrinhos Antônio da Silva Mello, casado,  e sua irmã Maria Antônia, casada, o padrinho freguês da Villa de Campanha e [os demais] desta Freguezia de que mandei fazer este assento que assino.

O Vigário  João Dias de Quadros Aranha

Fiquei extremamente curiosa, particularmente por causa da minha própria história de vida: minha mãe sempre foi "acusada" de ser a primeira mãe solteira na história dos Motta Paes, então imagine que interessante encontrar a coitada da Anna em 1827: imaginem o estigma! O que acontece é que observando o registro, não existia nenhum indício que me indicasse quem poderia ser Anna, ou seus pais. Bem, aí a história oral me ajudou um pouquinho: veja bem, não tenho certeza se as duas histórias, que me foram contadas por pessoas diferentes e que provavelmente não se conheciam, coincidem. Pelo ano de nascimento, pode ser que seja a mesma Anna, mas não posso afirmar com certeza, então deixo vocês com a mesma dúvida que tenho. De qualquer forma, é uma história romântica e trágica, bem ao estilo dos Motta Paes.

"Uma das coisas que gostávamos quando eramos criança era quando chegava o mês de julho, era mês de ferias do grupo, então minha mãe nos levava para a casa de meu avo no Pinheirinho, para nos era uma festa tão grande estar junto do meu avo, e uma das coisas que mais me prendia a atenção era suas historias que nos contava a beira do fogão a lenha que tinha na cozinha. E uma dessas historias me marcou muito e sempre quando eu ia na casa dele eu pedia para ele me contar aquela mesma história, minhas irmãs ficavam bravas comigo, mas eu nem ligava, pois eu achava a história triste e ao mesmo tempo bonita (risos). Meu avo contava que o avo dele gostava de contar essa historia e assim foi passada para nós. Era no tempo em que nem tinha Passa Quatro ainda, era tudo pasto e fazendas, existia um tal de tio Zé,era tio avo de meu avo, dizia que teve uma filha que aos quinze anos ficou gravida, nossa isso para aquela época era uma vergonha fora do comum, e esse tio Zé para esconder a vergonha que a filha tinha feito a enviou para a casa de uns parentes dele em Pouso Alegre, para que ninguém soubesse do ocorrido, mas com ela mandou a ordem que após o nascimento da criança eram para sumir com ela. E assim aconteceu, a criança nasceu e segundo dizem era um menino, e dizem que esse Tio Zé mesmo sabendo que era um menino não quis nem saber, a ordem era para dar fim na criança e mandar a moça de volta, bom acabou que a criança ficou com os padrinhos que ninguém nunca mais viu ou ficou sabendo deles. A moça voltou e ao chegar na casa do pai esse Tio Zé, já estava de casamento marcado, o Tio Zé fez ela se casar com um agregado dele para tentar esconder o escândalo que seria se todos soubessem que ela não era mais donzela, e assim aconteceu, ela se casou com ele foram embora para o Estiva e ali tiveram outros filhos.Mas o que foi mais triste nesta historia foi o fim do pai da criança. Meu avo dizia que esse Tio Zé era muito ruim, tanto que quando ele morreu diziam que o diabo vinha buscar a alma dele(risos) coisa dos antigos. Bom o Tio Zé descobriu que quem tinha desonrado a filha dele foi o feitor de sua fazenda, e como castigo o emparedou vivo, meu avo contava que essa filha do Tio Zé até quando pode já velha né ia lá nesse lugar onde o moço estava emparedado, isso era sinal que ela gostava dele né mesmo. Agora a criança ninguém nunca soube o que aconteceu com ela, se morreu, se viveu até a velhice, se casou nenhuma noticia tiveram desse menino. Meu avo contava que o pai dele dizia que ela tinha um olhar muito triste, coitada até hoje antes de dormir eu rezo pela alma dela" (Contada por Guiomar Motta à João Martinho Motta de Castro).

"Minha avó contava essas histórias pra gente eu não acreditava muito não, mas eu adorava, rsrsrs. Dizia que esta Ana apaixonou-se por um empregado de seu pai José da Motta Paes que por sinal era um dos irmãos do Major, só que ela já estava comprometida com o filho de um Fazendeiro de Cristina, e por ironia do destino ela apareceu gravida, o pai desesperado a mandou para Conceição na casa do Major que acabou enviando ela para Pouso Alegre na casa de uma irmã dele que não me recordo o nome e ai ficou até a criança nascer. Quando nasceu Ana queria ficar com a criança, o pai foi até Pouso Alegre arrancou a criança de Ana e deu aos padrinhos para criarem dizem que ninguém nunca mais viu o menino. Sobre o empregado de José esse sumiu, nunca mais foi visto, criou-se um história que ele teria sido emparedado vivo, mas acho mentira, em 1958 estive na tal fazenda e não vi nada de mais". (Contado por Félix da Motta em novembro de 2013).

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Joaquim da Motta Paes

Essa imagem colorizada, também compartilhada pelo primo Hélio Irani da Motta e Camanducaia retrata Joaquim da Motta Paes, o futuro Barão de Camanducaia, em seu uniforme da Guarda Nacional.

Joaquim da Motta Paes (Barão de Camanducaia). Nascido em Pouso Alto em 02/12/1821 e faleceu  em Piranguinho, em 05/03/1889. Casou-se duas vezes, a primeira com sua prima Maria Ribeiro de Oliveira, nascida em Conceição dos Ouros-MG em 1830, filha de José Corrêa de Oliveira e Maria Ribeiro. Desse casamento nasceram 10 filhos. Casou-se pela segunda vez em 02/01/1869 com Bernardina Maria Pereira dos Anjos, filha de João Pereira da Silva e Maria José Carolina na Costa. Sem geração.

Estamos trabalhando na árvore genealógica do Barão, pois a mesma é bastante extensa. Caso você seja descendente do mesmo e queira figurar na nossa árvore, entre em contato pelo email mayara.mmatos@gmail.com.