domingo, 20 de junho de 2021

Dâmaso da Motta Paes ou Dâmaso Ribeiro Motta?

Já algum tempo descendentes de Lúcio Ribeiro da Motta comentam em alguns posts no blog dizendo que se trata de descendente do Barão de Motta Paes. Entretanto, não tenho informações sobre esse ramo ( não sei, inclusive, se descende mesmo do referido Barão já que embora  no livro do amigo Campos Salles haja um capítulo inteiro dedicado aos filhos ilegítimos do mesmo, não se tem conhecimento deste em particular).  Dessa forma, resolvi resumir nesse post as informações que recebi nos comentários, talvez ajude na pesquisa de alguém do ramo.

A primeira coisa que é necessário enfatizar é que Dâmaso da Motta Paes e Dâmaso Ribeiro Motta não são a mesma pessoa! Tenho um post aqui sobre a descendência de Dâmaso da Motta Paes, que era irmão do Barão de Camanducaia e do Barão de Motta Paes, filho, portanto, do Major Félix da Motta Paes. Veja o post abaixo. Entretanto,  no registro de casamento de Dâmaso Ribeiro Motta o mesmo consta com o nome de Dâmaso da Motta Paes e como filho de José Ribeiro de Oliveira  e Anna Custódio Leite: 


Fonte: https://www.familysearch.org/ark:/61903/3:1:939V-9LP6-Q?i=40&cc=2177275

Transcrição: "Aos 20 de 9bro de 1869 perante mim e as testemunhas Francisco da Motta e Mel. Marcelino Pereira Motta, precedidas as diligências de estillo em face da Igreja se receberam em matrimônio Dâmaso da Motta Paez, filho legítimo de João Ribeiro Oliveira e de Anna Custódia Leite, já falecida, e  Anna Mendes do Espírito Santo, filha legítima de João Vicente do Amaral, e de Francisca Mendes de Carvalho, aquela natural e residente na Freguesia da Conceição dos Ouros e este nesta Freguesia"

Com relação à Dâmaso Ribeiro Motta, de acordo com seus descendentes trata-se de filho do Barão de Motta Paes que brigou com a família e mudou-se para São José do Alegre que na época era uma vila pertencente a Pedra Branca, hoje Pedralva - MG. Segundo fontes orais saiu jovem de casa (com uma tropa de bestas de carga) e se instalou entre Pedralva e S. José do Alegre. 

Dâmaso Ribeiro Motta foi casado com Anna Mendes do Espírito Santo, com quem teve:

1-  Lúcio Ribeiro da Motta, nascido em 23 de julho de 1873, e se casou com Maria Rita de Carvalho. Deste casamento, nasceram: 
1.1 Benedito
1.2 Maria
1.3 Alzira
1.4 Mário
1.5 Ananiza.
2 - Francisca
3- José

Ficando viúvo, Dâmaso se casou novamente com Maria Theodora Rozendo Porto ou Theodora Carvalho Rozendo Porto, viúva de Ananias de Carvalho e que já tinha uma filha de nome Maria Rita de Carvalho com quem Lúcio, filho de Dâmaso e sua primeira esposa, se casou.

Diz-se ainda que Lúcio Ribeiro da Motta teria sido assassinado.

De acordo com os nomes do pais, Dâmaso Ribeiro Motta era irmão de Thereza Ribeiro de Oliveira Motta.
 
Com informações de Anna Bittecourt, Elaine Marques de Assis, Marília Mota e  Mônica Gomes.


sábado, 19 de junho de 2021

Dâmaso da Motta Paes

Foto retirada do livro O romance de Pinhal de Marly Bartholomei

 Capitão Dâmaso da Motta Paes batizado em 27/05/1830 no Oratório das Dores (Conceição dos Ouros), então pertencente a Pouso Alegre.

Habilitou-se em 28-02-1851 para se casar com sua sobrinha Francisca Ribeira de Oliveira (depois de casada: “Francisca Dâmaso da Mota”) natural de São José do Paraíso, filha de Vitoriano José de Oliveira (o “Vitóca”) e de Maria Ribeiro Cândida de Oliveira (a “Nhanhã”). em Pouso Alegre-MG. Sem geração legítima. 

De acordo com pesquisa do amigo Roberto Vasconcellos Martins, Dâmaso teve os seguintes filhos naturais com uma escrava chamada Gertrudes Maria de Jesus:

  4.1 Felícia Franco Barbosa (nome de casada). Felícia casou-se com Francisco Franco Barbosa, filho de João Franco Barbosa e de Maria Rita Barbosa. Tiveram:

   4.1.1 Lindolfo Augusto Barbosa, com 22 anos de idade em 1911

   4.1.2 Olímpio Barbosa com 17 anos em 1911.

   4.1.3 José Barbosa com 12 anos em 1911.

   4.1.4 Antônia, com 10 anos em 1911.

   4.1.5 Alice, com 9 anos em 1911.

   4.1.6 Francisca, nasceu em 06-08-1905 na rua Tiradentes, no Pinhal

   4.1.7 Eudoxia, nasceu em 03-01-1907 na rua Tiradentes, no Pinhal

   4.1.8 Alfredo, nasceu em 07-08-1909 no Sítio da Boa Esperança, no Pinhal .


4.2 Gabriela, (por conclusão) cremos ser também filha natural do Capitão Dâmaso da Mota Paes com sua escrava Gertrudes Maria de Jesus.




sexta-feira, 18 de junho de 2021

Árvore Genealógica - Família Cachoeirense

Estamos em um esforço coletivo de construir no My Heritage uma árvore chamada "Família Cachoeirense" que começa com diversas famílias de Cachoeira de Minas - MG mas inclui muitas outras ramificações incluindo os descendentes dos Motta Paes e famílias de Conceição dos Ouros, Paraisópolis, Pouso Alegre, dentre outros. Caso vocês tenham interesse em se juntar a iniciativa e colaborar na elaboração dessa árvore (que atualmente conta com aproximadamente 24.000 pessoas) entre em contato com o Guto Guerzoni pelo e-mail gutoguerzoni@gmail.com, informando nome completo, local de nascimento, nome dos pais e avós.

Caso queira visitar a árvore e ver como o trabalho está evoluindo acesse https://www.myheritage.com.br/site-family-tree-571917301/familia-cachoeirense

quarta-feira, 21 de outubro de 2020

FILHOS DO CAPITÃO JOAQUIM DA MOTTA PAES

O Capitão Joaquim da Motta Paes teve da primeira esposa dois filhos, naturais de Lorena, Província de São Paulo.

 1-1  Joaquim José da Motta, nascido cerca de 1778, já falecido por ocasião do inventário de seu pai em 1819. Joaquim aparece na lista dos moradores de Lorena a partir de 1789. Em 1792 é declarado com 14 anos.            

1-2 Maria Tereza nascida cerca de 1779. Foi casada com Bento José de Castro.

O Capitão  Joaquim e sua segunda mulher Quitéria Lemes Cabral tiveram 10 filhos, também todos  naturais de Lorena:

1-3  Francisca Lemes Cabral – nascida cerca de 1782. Em 1819 foi em Pouso Alto madrinha de batismo de sua sobrinha Maria Ribeiro Cândida filha de Felix da Motta Paes. Deve ter falecido  logo depois, pois, por ocasião do inventário  de seu pai, em dezembro desse mesmo ano já era falecida..  Casada em 1806 com Francisco José de Azevedo, natural de Pouso Alto, batizado em Lorena, filho de Antônio José Coelho, natural de Portugal, da cidade do Porto, e Rosaura Maria, de Pouso Alto, filha de Domingues Rodrigues. Não deixaram descendentes

1-4   Mariano da Motta Paes nascido cerca 1784.  Foi casado com Maria Angélica de Oliveira, nascida cerca de 1791,  filha de Manoel Correia Ribeiro e Leonor Angélica de Oliveira. Em 1824 já era morador  na região do Oratório das Dores. Foi um dos primitivos moradores de São José do Paraíso. Na lista nominativa de 1831 é listado como carpinteiro, possuindo apenas um escravo. Foi um dos signatários da petição de 1853 pedindo a incorporação do município de Pouso Alegre à Província de São Paulo. Proprietário de terras na fazenda das Palmeiras. Na década de cinqüenta estava afazendado perto da fazenda Coqueiros numa serra vertente ao Sapucaí.  Mariano da Motta Paes  faleceu em S. José do Paraíso a 11-02-1866 com 80 anos, ainda casado. Maria Angélica de Oliveira  faleceu em 20-7-1871 com 80 anos.

1-5 Francisco Leme da Motta Paes nascido cerca de 1786, foi casado com  Mariana Antonia de Jesus, nascida entre 1787e 1790.  Em 1818 ainda é morador de Santana do Capivari quando perde um filho. Em 1824 já está nas Dores, proprietário de escravos. Em 10-11-1831 é testemunha, em Pouso Alegre no processo de habilitação. de sua sobrinha Maria Ribeira Cândida, declara ter 40 anos e viver de suas  lavouras. Na lista nominativa de 1831 é lavrador, com 45 anos,  possuidor de 7 escravos. Sua mulher Marianna é tecedeira e tem 40 anos.  Em 9-8-1841 Mariana Maria de Jesus, mulher de Francisco Lemes é madrinha de batismo, em Santana do Capivari, de Joaquim filho de José da Motta Paes e de Ana Luisa. 

1-6 Antônio da Motta Paes nascido cerca de 1788, já casado em 1819 no inventário de seu pai.

1-7 Capitão Domingos da Motta Paes nascido cerca de 1790.  Foi casado, em primeiras núpcias com Bernarda Guedes, filha de Manoel Gracia Guedes, falecido em Santana do Capivari em 25-7-1819, e Maria Pinto, também chamada (na “bula”) Maria Rita da Silva. Bernarda Guedes faleceu em Santana do Capivari em 28-02-1831.  Em 9 –11-1831 Domingos passou a segundas núpcias com Francisca Ribeiro de Oliveira, nascida cerca de 1818. Domingos foi, dos filhos do Capitão Joaquim, um dos que  permaneceu morando em Passa Quatro, capela de Santana do Capivari, aonde foi morador no Pinheirinho.Na lista nominativa de 1839 tem 31 escravos e trabalha com lavoura e tropas.  Na sua célebre “bula” ele conta ter morado na Cachoeira antiga fazenda Velha e se mudado para o Pinheirinho a 8 –10 –1845, mas nos assentos da igreja de Santana do Capivari, das década de 1810 e 1820, ele sempre aparece como morador no Pinheirinho Ao que parece Pinheirinho seria uma parte da fazenda Velha, nos arredores do povoado. No Pinheirinho, que é atualmente um bairro da cidade construiu uma capela em louvor a Santa Luzia, ainda hoje existente. O Capitão Domingos faleceu em 26-5-1861, no Pinheirinho, sem testamento. 

1-8 João da Motta Paes nascido cerca de 1791, foi morador em São José do Picu, bairro de  Santana do  Capivari. Em 1839 é ferreiro e agricultor e dono de nove escravos. Foi casado com Custódia Maria da Conceição, nascida cerca de 1792.

1-9 Joaquina Lemes Cabral, nascida cerca de 1793, casada com José Antônio da Silva, nascido cerca de 1787, falecido entre1829 e 1837, filho de Manoel Mendes da Silva e de Ana Ribeira , por esta neto de (?) e de Branca Maria  Ribeira (irmã de Rosaura Maria Gonçalves). Por ocasião de seu casamento recebeu como dote um escravo de nome José no valor de 90$000 e um cavalo no valor de 20$000. Desde 1822 José Antonio da Silva era morador em S. José do Campo das Formigas, atual Paraisópolis. Na lista nominativa de 1831 é lavrador e possuía 5 cativos. 

1-10 Major Felix da Motta Paes

1-11 Quitéria – falecida menina antes de 9  de Janeiro de 1801, data da partilha do inventario de sua mãe.

1-12 Francisca - falecida criança após 1801 e antes da morte de seu pai.

1-13 Ana Esmeria de Jesus, casada com José João Roiz, filho de José João Monteiro e de Francisca Ribeiro de Jesus e irmão de Francisco Chagas Monteiro. Ana Esméria fez testamento em Baependi a 30-1-1827, quando declara não ter descendentes. Faleceu em Passaquatro em 15/03/1827.

Do terceiro casamento com Joana Maria de Jesus o Capitão Joaquim teve:

1-14 Maria sepultada a 8-3-1817 dentro da capela de Santana do Capivari, debaixo das grades.

1-15 Florência Maria de Jesus casada com o Alferes Antônio José Ribeiro. 

1-16 Felícia Maria de Jesus casada com Manuel José Monteiro, filho (na dúvida) de José João Monteiro.  

1-17 Mariana nascida cerca de 1807. Casada antes de Dezembro de 1823, com Francisco Luiz da Silva. 

1-18 Joaquim da Motta Paes  nascido cerca de 1811.     

1-19 José da Motta Paes nascido cerca de 1814, casado com Maria Felicidade da Conceição.

1-20 Rita nascida cerca de 1816.


 Pesquisa do amigo José Campos Salles, que nos autorizou a publicação. 

Maiores informações no livro "Do fumo ao café: Major Felix da Motta Paes e seus descendentes"

segunda-feira, 1 de outubro de 2018

José Antônio de Mello Cabral [Capela, Sergipe, Brasil 1851- 1928]

Descobri a feliz coincidência de que meu avô, José Walter Cabral Matos, descende também de uma família Motta, essa do Sergipe. Tive acesso e transcrevi o documento "Lembranças" escrito por José Antônio de Mello Cabral entre 1868 e 1928. Embora não seja relacionado aos Motta Paes pensei em postar aqui pois pode ser do interesse de outros pesquisadores, além de documento muito interessante per si.

Espero que gostem!


Em maio de 1868 meo padrasto deichou o engenho mudando-se para o Mucambo para plantar algodão.

Em junho de 1869 emancipei-me com suprimentos d'idade e em julho tomei posse de meus bens.

Em setembro de 1871 pouce em pratica a Lei Geral do Ventre livre. No mmo anno matriculou-se todos os escravos.

No dia 3ªfra. 8 de março de 1875 a 1 1/2 horas da tarde, rijo tufão de vento cahiu sobre a Villa de Capella, acompanhado de chuva de pedras que cauzace grandes estragos nos telhados das cazas. 

Em agosto de 1876 soffri uma grande ferida no pé direito, proveniente de uma perebinha, que para sarar foi-me precizo tomar azougue.

Em 23 de junho de 1877 principiei a plantar canna no engº. Pedras de sociedade com meu padrasto, plantei 21 tarefas, tendo um terço nos lucros.

Em 24 de março de 1878 voltou meo padrasto do Mucambo (ilegível) o engº. a sociedade que commigo fez não comprir - devidio as cannas no canavial e o meio terço ainda tirou meação de sorte que neste anno só tive prejuizo.

Em 2 de abril de 18779 mudei-me pª. o engº. Japaratuba propriedade de meu mano Jorge. [ id L5ZV-2GW]

Em 3 de julho de 1883 comprei o citio Catinga ao Senr "João Gonçalves de Sá" por 2:700$000

Em 1884 fiz o pasto e gastei 340$000

Em 1885 fiz a caza e gastei com muita economia 899$120

Em 1887 fiz a caza da bodega e gastei 138$800

Na estrebaria gastei 84$480

Em 24 de julho de 1887 estabeleci minha bodega

Em 31 de julho de 1887 mudei-me para meo citio da Catinga

Cazei-me em 10 de setembro de 1887
Nasceo minha mulher em 20 de Desembro de 1863.
Maria Pastora de Carvalho Cabral.

Hoje 2ªfrª. 28 de maio de 1888 as 11 horas do dia minha mulher deo a luz 2 crianças de sexo masculino, uma morta, outra viva que baptizei de Antônio fallecendo 4 horas depois de nascida
Sesto mêz da prenhêz

Aos 13 de maio de 1888 libertou-se toda escravatura do Imperio dp Brazil sem indinização - eu perdi as escravas - Pastora e uma filha de nome Perdelianna, Tomazia e 3 filhos de nomes Manoel, Francisco e Marcos; Jacintha e a metade de Selina.

Em maio de 1888 rebentarão-me 3 feridas nas costas de natureza syphilitícas que vierão sarar depois de 10 mezes de tratamento medico. Soffri muitos cauterios que só a vontade de ficar bom obrigava-me a supportar.

Aos 15 de junho de 1889 as 7 horas da noite nasceu minha filha Othilia. Baptizou-se a 15 de agosto do msmo. anno e forãm padrinhos meo mano Jorge Pelatem de Mello Cabral e Mª. sogra D. Anna Gracinda de Carvalho Andrª.
Baptizante o Conego Francisco Vieira de Mello.

A 16 de junho de 1890 às 4 horas e 45 minutos da tarde nasceo meo filho Aureo. Baptizou-se a 9 de outubro do corrente anno e forão padrinhos meo padrasto José Luiz de Mendonça e minha mãe Roza Umbellina de Mello. Foi baptizado em N. S. das Dores pelo Remo. Pe. João de Maria (Italiano).

Aos 31 de agosto de 1899 morreo meo filho de febre palustre, com 9 annos, 2 mezes e 14 dias de idade, a 3 de setembro morreo meu filho Bertalho.

Em janeiro de 1891 secou o rio Japaratuba de não ficar água nos poços. Em maio corrêo até agosto, depois secou outra vez que veio a correr em junho de 1892. Em abril secou que veio a correr em maio de 1893. Em abril tornou a secar e veio a correr em maio de 1894 - grandes invernos 1895, 1896, 1897. As maiores cheias q. já vi no Japaratuba foi em 1877-1910 1918-1921.

Em 26 de novembro de 1891 as 8 horas do dia nasceo minha filha Olindina. Bapitzou-se a 19 de janeiro de 1892, sendo os padrinhos T. Cel. Deocrecio de Carvalho e Andrade e Mª, cunhada D. Maria Perpétua de Goés Mello. Baptizante o Conego Fransico Vieira de Mello. Adoeceo em 14 de setembro de 1925, foi operada no dia 39 do mesmo mêz e faleceu em 07 de outubro.

Aos 4 de novembro de 1892 mudei-me para a Capella e montei fábrica de descaroçar algodão.

Aos 25 de janeiro de 1893 as 2 horas da tarde nasceo meo filho Eusterio. Baptizou-se a 16 de abril do mmo. anno, sendo padrinhos Capm.José Soreo de Sá e D. Cordulina Rosa Cabral apresentou D. Maria Eliza Mattos, baptizante o Conego Francisco Vieira de Mello.

Aos 19 de agosto do mmo, anno as 5 horas da tarde morreo meo filhinho de uma apoplexia.

No dia 13 de outubro de 1893, as 3 horas e 50 minutos da manhã morreo minha idolatrada mãe.

No fim de novembro de 1893 tomei conta do meo engenho Pedras.

Vendi o citio Catinga por 3:000$000.

Em 10 e janeiro de 1894, Pastora cahiu doente de uma pneumonia, q. com o acesso da febre deo a luza no dia 14 as 11 e 1/2 horas da noite a meo filho Antonio que viveo 7-1/2 horas, depois morreo. Baptizou-se ligeiramente com agua somente. Estava no 7º mêz de prenhêz. Depois de pronto melhorou da febre e ficou bôa.

No dia 1º de junho de 1896 morreo o Cônego Vigário Francisco Vieira de Mello. Ao interro comparecerão cerca de mil pessoas dámbos os sexos, sendo muito prantiado o interro.

No mmo. anno veio tomar conta da freguesia como Vigário o Revmo. Pr. Virgilio do Rosário Montílegível]

E, 1897 andando em vezita pastoral em todo Sergipe o Rvmo. D. Jeronimo Thomé da Silva Arcebispo da Bahia tocou na Capella em Março, demorando-se 5 dias. Teve bonita recepção.

Aos 13 de abril de 1897  comprei o engenho Boa-Sorte por seis contos de réis.

Aos 5 de julho de  1897 as 8 horas do dia nasceo meu filho rutilio. Baptizou-se a 22 de agosto do mesmo anno, sendo ádrinhos meo sobr. Antônio de Mello Cabral e mª. sobrª. Thereza de Jesus Leite. Baptizantes o Vigário Virgílio do Rosário Monte[ilegível]

A 5 de setembro de 1899 morreo meo filho se febre palustre, com idade de 2 annos e 1 mêz.

Aos 4 de fevereiro de 1898 seguio minha filha Olindina para a Bahia aos cuidados de minha sobrª. e Comadre D. Cordelina para trata-se dos olhos, voltando a 4 de junho do mmo. anno bôa.

No 1º de setembro de 1898 as 2 horas da manhã nasceo minha filha Maria. Baptizou-se a 23 de outubro do mesmo anno, sendo padrinhos meo sobº. Belmiro de mello Cabral e mª. sobrª. Belmira Adelina de Andrade. Baptizante o Remo. Pr. Leandro Ribeiro dos Santos.

Quadras da vida

No 1º de agosto de 1899 - cahio doente de frebe palustre minha filha Olindina que esteve de não se julgar a voda; porém, graças a Deus e ao bom tratamento do distinto Clínico Dr.  Pedro Muniz Barretto salvou-se.

A 18 do mesmo mêz cahio minha filha Ithilia da mesma febre e pelo mmo. modo de tratamento foi salva. A 28 do mmo. mêz cahio da mma. febre o meo filho Aurio; vindo a sucumbir 3 dias depois a 4 horas da tarde. Morreo com a idade de 9 annos, 2 mezes e 14 dias.

A 3 de setembro da mma. febre cahio meo filho rutilio e neste mmo. dia fui com toda família para o engº. defalor!(?) Morreo 3 dias depois as 5 horas da tarde com 2 annos e 1 mêz de idade.

Aos 15 do mmo. mêz de setembro morreo minha [ílegível] Maria Perpétua de Mello com 80 annos e 9 dias de idade, morava commigo.

Aos 21 do mmo. setembro voltei do engº. para a Capella mandando primeiro desinfectar a caza:

Passamos 14 dias em plena paz. A 5 de outubro cahio da mma. febre a minha criada Mariada (por nós muito estimada) e a 11 do corrente mêz a 1 hora da madrugada morreo! Veio q. minha companhia na idade de 9 annos m. ou menos e moramos juntos 10 annos e 3 mezes;

A 25 de dezembro de 1899 as 10 horas da noite nasceo minha filha Dulce. Baptizou-se a 3 de fevereiro de 1900. Sendo padrinhos Dr. Pedro Muniz Barretro e D. Adelina da Costa Carvalho. Baptisante o Remo. Pr. Leandro Ribeiro dos Santos.

A 8 de junho de 1900 as 4 1/2 horas da tarde falleceo minha filha com 5 mezes e 14 dias de idade. A cauza da morte, inflamação nos intestinos.

A 25 de abril de 1901 as 5 horas nasceo minha filha Auria. Baptizou-se a 23 de maio do mmo. anno, sendo padrinhos o Senador José Luiz Coêljo Campos e Mª. comadre Adelina da Costa Carvalho. Com procuração do mmo. Senador servio em lugar deste o T. Cel. Deocrecio de Carvalho Andrade. Baptisante o Remo. Pr. Leandro Ribeiro dos Santos.

[Pai de tia Aurora]

A 24 de maio do corrente anno de 8 horas e 45 minutos da noite morreo a mª filha proveniente de catharro. Viveo 29 dias.

A 12 de maio de 1902 as 6 horas e 45 minutos da noite nasceo minha filha Adelina. Baptizou-se a 5 de junho do corrente anno sendo padrinhos o T. Cel. José Ferreira da Silva e mª. comadre Adelina da Costa Carvalho. Baptisante o Remo. Pr. Leandro Ribeiro dos Santos. A 18 de junho do mmo. anno as 6 horas e 10 minutos da noite morreo, proveninete de inflamação dos intestinos.


Em 22 de abril de 1903 registrei no cartório de paz minhas filhas:


Othilia

Livro nº 1, folha 142, N.

Olindina

Livro nº 1, folha 143.

Izaura

Livro nº 1, folha 143.

Maria

Livro nº 1, folha 144.

Em 29 de agosto de 1910 registrei no cartório de paz meus filhos:

José 

Livro nº 1, folha 178.

Aureo

Livro nº 1, folha 179.


A 7 de setembro de 1903 a 1 da tarde nasceo meo filho José. Baptizou-se a 15 de novembro do corrente anno, sendo padrinhos. Dr. Francisco Vieira de Andrade e sua mulher  D. Maria Hercilia Vieira Dantas. Baptisante o Remo. Pr. Leandro Ribeiro dos Santos. 

Em 1902 montei meo vapor do engenho Pedras. Comprei em segunda mão por 7:000$000 e gastei em concerto radical e bom assentamento 6:235$880 mais.

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Domingo 24 de abril de 1904 as 9 horas da manhã apareceu em Pastora uma hemorragia abundantissima que veio acceder a 1 da madrugada depois de grdes. esfoços médicos - rezultando n'hum aborto e a 27 do mmo. mêz as 11 horas da ,anhã appareceo-lhe frio e depois febre de 40 graus - pauperal- com inflamação nos intestinos que não julguei escapar; mas graças  a Deus e ao cuidadoso tratamento do Dr. Pedro Muniz Barretto contamos a victoria.

A 13 de julho de 1905 as 9 horas da noite nasceo meo filho Aurio2. Baptizou-se a 19 de novembro do corrente anno, sendo padrinhos, o meo sobrº. seminarista Pr. José de Motta Cabral e minha filha Othília de Mello Cabral. Baptisante o Remo. Pr. Leandro Ribeiro dos Santos.  Depois do acto o padrinho consagrou-o a N. S. da Conceição.

A 24 de abril de 1921 morreo meo filho de tuberculose. Com 15 annos 9 mezes e 11 dias. Estava estudando, já tinha feito 4 preparatórios. Sepultado na Capella do Carmo.

Em agosto de 1907 terminei a obra de minha caza do engº. na qual gastei 6:540$000 com muita economia.

Em janeiro de 1908 limpei o tanque do engenho deichando assentado sobre uma lage de pedra que tem no fundo gastei 812$000.

Em 20 de janeiro de 1895 as 8 horas do dia nasceu meo filho Jayme. Baptizou-se a 3 de março do mmo. anno, sendo padrinhos meo cunhado Eustáquio de Carvalho Andrade e o Cônego Francisco Vieira de Mello. - o bapstisante o mmo Cônego.

A 18 de maio do mesmo anno as 5 horas e 5 minutos da tarde morreo meo filhinho de uma enterite.

A 6 de março de 1896 as 6 horas e 35 minutos da manhã nasceo minha filha Izaura. Baptizou-se a 24 de maio do mesmo anno sendo padrinhos meo sobrº. Francisco Vra. de Mello Cabral e mª. sobrª. Maria Julia da Motta. Baptisante o Remo. Pr. Leandro Ribeiro dos Santos. 

Em Dezembro de 1908 appareceo pela primeira vez a febre aphitosa no gado, apenas perda de 1 bizerra e o melhor tratamento é muito zelo, para não tomar bicho.

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Aos 15 de setembro de 1909 comprei o engenho Machado 8:000$000

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Em janeiro de 1909 tomou conta como Vigário desta Freguezia de N. S. daPurificação meo sobrinho Pr. José da Motta Cabral.

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Sábado 11 de março de 1911 as 9 horas da noite morreo meo padrasto José Luis de Mendonça com 83 anno e dias de idade.

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Em 1912 o Vigário José Cabral principiou a reforma da Matriz no que gastou 3 anos de trabalho com grandes esforços - gastando

e em agosto de 1915 inaugurou a Igreja com grande Solenidade.

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Sábado 9 de novembro de 1912 cazou-se minha filha Othilia com o primo Octaviano da Motta Cabral. O acto civil foi na caza do Vigário José Cabral irmão do noivo e o ecleziástico na Matriz, foi concorridopor grande número de pessoas amigas.

Em 18 de fevereiro de 1913  comprei o citio com caza de morar, fabirca de descaroçar algodão com todos seos pertences a comadre D. Adelina por 12:000$000. Gastei 1:480$000 no concerto da caza e malhada.

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Em 12 de fevereiro de 1913 entrou José no Collegio do professor Raymundo Smith Firpo em maroim e em 2 de julho de 1914 entrou Aureo também pagando a mensalidade de 50$ por mêz cada um.

Sahirão em novembro de 1915.

Inaugurou-se a estrada de ferro do Timbó a Aracajú a 27 de maio de 1913.

Nasceo mª. 1ª neta Maria filha de Othília as 2 horas da tarde do dia 3 de setembro de 1913 e baptizou-se no dia 9 de novembro do mmo. anno, sendo padrinhos J. Ant. Mlº. Cabral e D. Maria Eliza da Motta Cabral o. procuração de D. Vitalina da Motta Cabral.

A 7 de outubro de 1913 chegou aqui na Capella Dom José Bispo de Aracajú em vizita pastoral demorando-se 9 dias, sua comitiva foi dos Rmos. Frades - Frei Elias Secretário, Frei Camillo e Frei Casemiro. Teve bonita recepção. 


1915

Nasceo minha 2ª neta Maria do Carmo fª, de Othília a 27 de maio as 2 horas da manhã do ano de 1915. Baptizou-se a 6 de junho do corrente anno sendo padrinhos Antônio da Motta Cabral e a vó Maria Pastora de Carvalho Cabral.

No dia 5 de agosto de 1915 inaugurou-se o ramal da Murta a Capella da estrada de ferro, e no dia 6 inaugurou-se o resto da linha de Rozário a Própria e foi uma festa pomposa aqui na Capella.

Em Agosto de 1915 inaurgurou-se com grande solenidade a Igreja Matriz. Merece do povo desta Parochia um voto de louvou o Vigário José Cabral pelo grande esforço de trabalho e muita força de vontade em transformar a Matriz que era, para a que está a custa de seos parochianos:

1916

Segunda feira 17 de janeiro de 1916 cazou-se minha filha Olindina com o primo Adalberto Cabral Leite. O acto civil foi em casa e o ecleziástico na Matriz. Os padrinhos forão Exmo. Sr. Francisco [?] de Andrade  e sua esposa e Octaviano da Motta Cabral por procuração do Exmo. Sr. Rodrigues Garcia e Othília da Motta Cabral.  Foi bem concorrido por grande número de pessoas amigas. No dia 18 embarcarão p. Propriá, [?] Pinêdo e 20 chegarão Maceió.

A 2 de março 1916 levei José e Aurio para o Collegio "Tobias Barretto" no Aracajú pertencente ao Sr. Professor José d'Alencar Cardoso pagando 110$000 por mêz.

A 12 de fevereiro de 1917 seguirão para Aracajú no mesmo Collegio os meninos pelo mesmo preço de 110$000 por mêz.

Em 12 de fevereiro de 1918 foram os meninos para o mesmo Collegio em Aracajú pagando 126$666 pro mêz.

A 10 de fevereiro de 1917 nasseo meo neto José as 7 horas da noite filho da Othilia. Baptizou-se a 6 de maio do mesmo ano sendo padrinhos Major Felix da Motta Cabral e a tia Olindina Cabral Leite.

No dia 29 de abril chegarão Olindina e Adalberto e voltarão com os noivos.

1917

Quinta feira 17 de maio de 1917 cazou-se mª. filha Maria Marietta com o primo Adolpho Cabral de Figueiredo. O acto civil foi em caza e o religioso na Matriz.

Os paraninphos do civil: Francisco Felix Ferreita Leite e Adalberto Cabral Leite.

do religioso: Octaviano da Motta Cabral e Antônio de Mello Cabral.

Foi bem concorrido grande número de pessoas amigas.

No dia 18 embarcarão para Propriá neste mmo. dia para Penêdo; no dia 21 para Maceió lá chegando no dia 23 devido a barra não dar logar a sahida do vapor.

Em 22 de julho (1917) Aureo caminhando em Tocos[?] escorregou, cahiou, fraturou a perna esquerda na Cocha e uma luchação no joelho levou 30 dias de camam, 15 dias caminhando de muletas.

1918

No dia 16 de janeiro 1918 chegou aqui Marietta que veio dar a luz.

No dia 05 de março as 11 e meia hora do dia nasceo meo neto Ascanio filho de Marietta. Baptizou-se a 2 de maio sendo padrinhos os avós José Cabral e Maria Pastora. Baptizante o Rvmo. Pe. José Cabral.

Em seguida no dia 3 de maio voltou Marietta a maceió com os seguintes companheiros Adolpho que veio buscálos, eu, Izaura e Senhora que foi ajudar levar o menino; e volta chegamos em caza a 29 de maio.

A 8 de outubro 1918 falleceu minha sogra Donaninha com 75 annos de idade, sepultouce na Capella do Carmo.

A 3 de fevereiro de 1919 nasceu em Maceió minha neta Aracy filha de Marietta, Baprtizou-se a 31 de agosto sendo padrinhos Antônio de Mello Cabral e MAroca irmã de Adolpho.

Em 24 de agosto seguio Pastora para Maceió com Totonio assistir o árto de Olindina voltou commigo a 2 de outubro.

No dia 1º  de setembro nasceu em Maceió meu neto Bismarck filho de Olindina. Baptizou-se a 26 do mesmo mez sendo padrinhos os avós José Cabral e Maria Pastora. Conosco veio Marietta passar uns dias, cá passou 3 mezes. 

A 9 de fevereiro 1920 falleceu Bismarck de gastrointerite.

Em fevereiro de 1919 seguio Aurio para Maceió estudar no Collegio Diocezano (Maristas) em outubro voltou doente.

A 27 de março de 1920 chegou Aurio na Bahia entregue ao Exmo. Dr. Doria o collocando no Collegio "Carneiro Ribeiro" nº 118.Entreguei ao Dr. Doria 2:000 para despezas. O Senr Themistocles Doria é o meo correspondente.

1920

A  25 de março as 8 horas nasceo meo neto Manoel filho de Othilia, e baptizou-se 1º de maio sendo padrinhos os Vigário e Pastora em lugar de Marietta. Falleceu a 11 de maio.


A 11 de abril de 1919 nasceo minha neta Maria Júlia filha de Othília. Baptizou-se a 23 de maio de 1920 sendo padrinhos João da Motta Cabral e Izaura Cabral.

Em 11 de abril de 1920 as 3 horas e 45 minutos da manhã nasceu meo neto Antonio flho de Marietta, baptizou-se a 24 de junho do mmo. anno sendo padrinhos Izaura e José; Carmelita aprequentouce.

No dia 11 de novembro de 1924 deu se o desastre na Uzina ficando queimados Izaura e o empregado Odilan, este faleceu no dia seguinte e no dia 18 foi inaugurada a mesma Uzina.

No dia 29 de dezembro de 1924 deu se o incêndio na fabrica de algodão.


Faleceu meu marido José Antônio de Mello Cabral as 10 horas do dia 16 de outubro de 1928. Sepultou-se na Igreja de N. S. do Carmo no mesmo dia.

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Um José Antônio de Mello Cabral foi prefeito de Capela de 1902 - 1903 e  1906 - 1907. Será o mesmo? Se sim, por que não há nenhuma menção?


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Livro: "Do fumo ao café: Major Felix da Motta Paes e seus descendentes"



A autora do blog e o autor do livro no lançamento - 07/10/2017 na Villa do Poeta em Espírito Santo do Pinhal-SP.
Desde que li essa frase do Walter Benjamin comecei a compreender o grande fascínio que a genealogia exerce sobre nós:

"O passado traz consigo um índice misterioso, que o impele à redenção. Pois não somos tocados por um sopro do ar que foi respirado antes? Não existem, nas vozes que escutamos, ecos de vozes que emudeceram? Não têm as mulheres que cortejamos irmãs que elas não chegaram a conhecer? Se assim é, existe um encontro secreto, marcado entre as gerações precedentes e a nossa. Alguém na terra está à nossa espera" (Walter Benjamin)

O livro "Do fumo ao café: Major Felix da Motta Paes e seus descendentes" de José de Campos Salles Neto, além do mérito das pesquisas exaustivas realizadas pelo autor nas últimas décadas, consegue nos transmitir as condições nas quais nossos antepassados viviam: recheado de fotos, reproduções de documentos de época e com muitos detalhes, o livro  prende a atenção. Confesso que passei a primeira hora com ele na mão sem saber por onde começar a leitura, já que os capítulos podem ser lidos de maneira independente sem prejuízo, e haviam muitas coisas que eu gostaria de saber.

Vou colocar aqui o índice do livro, para matar a curiosidade sobre o conteúdo para quem ainda não teve a chance de ler:
Sumário do livro "Do fumo ao café: Major Felix da Motta Paes e seus descendentes" (página 1)

Sumário do livro "Do fumo ao café: Major Felix da Motta Paes e seus descendentes" (página 2)

Sumário do livro "Do fumo ao café: Major Felix da Motta Paes e seus descendentes" (página 3)

Sumário do livro "Do fumo ao café: Major Felix da Motta Paes e seus descendentes" (página 4)


Além do estudo genealógico bem completo, os  leitores interessados na história e na economia de Conceição dos Ouros-MG e Espírito Santo de Pinhal-SP vão achar muitas informações interessantes como, por exemplo, listas de escravos e de bens por proprietários da família e uma síntese das fazendas dos Motta Paes em ambos os municípios. No que se refere especificamente ao estudo genealógico, o José colocou no livro as informações até a quinta geração posterior à do Major Félix da Motta Paes, algumas vezes abrangendo a sexta, bem como uma breve história de seus antepassados. Enfim, vale a pena adquirir o livro!

Quem quiser comprar, pode contactar a livraria onde ele está à venda: joaotito13@gmail.com.

segunda-feira, 2 de outubro de 2017

Lançamento do livro: 'Do fumo ao café: Major Felix da Motta Paes e seus descendentes'

Fonte: G1


Tenho hoje uma notícia maravilhosa, que deve deixar vocês tão felizes quanto me deixou: o José de Campos Salles Neto vai lançar seu livro 'Do fumo ao café: Major Felix da Motta Paes e seus descendentes', o qual estive esperando ansiosamente nos últimos anos (imagino que vocês também!). Penso que será o livro definitivo sobre nossa família e deve interessar a todos, pesquisadores e curiosos. Será também uma grande contribuição àqueles que estudam a história de Conceição dos Ouros (MG) e Espírito Santo do Pinhal-SP.



Maiores informações sobre o lançamento vocês encontram aqui.

Para adquirir o livro contacte: joaotito13@gmail.com

sexta-feira, 22 de abril de 2016

Esboço genealógico de Thereza Ribeiro de Oliveira Motta



Thereza Ribeiro da Motta, nascida em 1854 em Conceição dos Ouros e falecida em Espírito Santo do Pinhal em  06/12/1895. Casou-se em primeiras núpcias com Daniel  da Silva Santos ( nascido em 1849 e falecido em Conceição dos Ouros, de tifo aos 24 anos em  21/02/1873) nos Ouros, tiveram um filho:
1 Belmiro Ribeiro de Moraes e Silva (1869). Este, do primeiro casamento  com Georgina teve os seguintes filhos:
1.1 Ondina ( 22-5-1891 )
1.2 Calyzinha ( 12-5-1892 ) Irmã Carmelita Maria de Jesus.
Do segundo casamento de Thereza (em Pinhal, 29-06-1874) com Manoel José de Araújo ( 1-05-1854 nascido em Pouso Alto e falecido em 1926) filho de Custódio de Araujo Guimarães e de Joana Guilhermina de Macedo  nasceram:
2 Lucinda Ribeiro de Araújo França,  nascida em   11-05-1875 e falecida em  24-4-1904. Casada com Otaviano Galvão de França, moradores no Pinhal.
3 Ocarlina, nascida em 22-04-1877 e falecida em 28-6-1881.
4 Josefina Ribeiro de Araújo, nascida em 10-02-1879. Casou-se com José Cândido Pereira.
5 José Ribeiro de Araújo, nascido em 16-01-1881 e falecido em 03-03-1954.
6  Luiz Capistrano Ribeiro de Araújo, nascido em 09-02-1882.
7 Octávio Ribeiro de Araújo, nascido em 8-12-1884 e falecido em  08-01-1968.
8  Maria, nascida em  24-08-1886  e falecida em 13-06-1888.
9  Manoel José de Araújo Júnior , nascido em 28-6- 1888.
10 Mário Ribeiro de Araújo, nascido em  24-08-1890.
11  Tereza, nascida em 26-08-1892  e falecida em  05-10-1892.
12  Segisfredo Ribeiro de Araújo, nascido em 19-08-1893.
13 Teresa Maria Ribeiro de Araújo ( Ir Josina ) , nascida em 13-11-1895.

Sobre Belmiro Ribeiro de Moraes e Silva:

"Mudou-se para Santos, dedicando-se à carreira política. Elegeu-se prefeito exercendo o mandato de 1911 a 1914, sendo reeleito para o período de 1917 a 1920. Ingressou na Câmara Municipal de Santos, tornando-se presidente da Mesa Diretora para o mandato de 1929 a 1930. Foi membro atuante da sociedade santista e proprietário de terras. Em 31 de maio de 1916, vendeu para o Santos Futebol Clube, uma área de 16.500 metros quadrados, no bairro da Vila Belmiro, para a construção de um estádio de futebol conhecido como “VILA BELMIRO” e que em 1933, passaria a se chamar Estádio Urbano Caldeira, Em 18 de setembro de 1955, aniversário de 5 anos da televisão brasileira, a Vila Belmiro se tornou o primeiro estádio do Brasil a contar com uma partida televisionada ao vivo, pela TV Record. Belmiro faleceu em 19 de julho de 1947 com 77 anos". (Informações de Mercedes Carvalho Campos via facebook)

Para saber mais sobre a foto, acesse esse post. Caso tenha informações, entre em contato pelo email mayara.mmatos@gmail.com. Obrigada pela visita!

Com informações de Carlos Eduardo Araújo de Almeida Barros,  Mercedes Carvalho Campos e Roberto Vasconcelos Martins.

sábado, 14 de novembro de 2015

Lucinda Maria de Jesus

Estamos, aos poucos, reconstruindo a história de Lucinda Maria de Jesus ou Maria Lucinda de Jesus, também conhecida como Marioca ou pela alcunha "A fera", filha de Francisco da Motta Paes e Anna Victória de Mendonça. Hoje vim mostrar para vocês  a foto dela e de seu marido, Joaquim Alves Fagundes Sobrinho, que foi compartilhada pelo trineto do casal, Tarcísio.

Lucinda Maria de Jesus e Joaquim Alves Fagundes Sobrinho

Síntese do que sabemos:

- Lucinda Maria de Jesus, também conhecida como Maria Lucinda da Motta Paes nasceu em 1851 e faleceu em Santa Rita do Sapucaí em 11/04/1910. Foi casada com Joaquim Alves Fagundes Sobrinho.

-O casal, segundo o  amigo Campos Salles,  teve  ao menos dez filhos. Seguem abaixo os que descobrimos:

Joaquina Maria de Jesus, Francisco Alves Motta (criança) e Joaquina Maria de Jesus.

1- Joaquim Sérvulo da Motta casado com  Joaquina Maria de Jesus. Pais de:

1.1 Francisco Alves Motta,  nascido em 05/10/1911 e falecido em 24/05/1964. Casado com Zulmira Costa.


1.2 Joaquim Motta (nascido por volta de 1925, falecido em 30/10/2015).

1.3  Maria Rita Alves Motta (já falecida)

1.4 José Sérvulo Motta

1. 5 João Motta casado com Maria Aparecida Barbosa.

1.6 Antônio Motta

1.7 Benedita Motta

1.8  Conceição Motta

1.9  Constância Motta

1.10- Vicente Motta

1.11 - Mário Sérvulo Motta

1.12 Maria José Alves Motta


Maria José Alves da Motta

2- Maria José Alves da Motta casada com José Nogueira Staut. Pais de:

2.1 Geralda de Cassia Nogueira Staut, nome de casada  Geralda de Cassia Nogueira Vale. Casada com Armindo Ribeiro do Vale (já falecido).
 
2.2 Benedito Nogueira Alves (já falecido)

2.3 Maria José Nogueira Staut (já falecida)

2.4 Alzira Luzia Nogueira Staut (já falecida)

2.5 Terezinha de Jesus Nogueira (já falecida)

2.6 Maria Antônia Nogueira Staut (já falecida)


3- Agenor Alves da Motta


4- Maria Victória Fagundes, casada em 02/10/1883 com Antônio Pinto Vilela (filho de Luiz da Cunha Pinto Junior e Rita Porfíria Vilela) em Conceição dos Ouros- MG, tendo como testemunhas o Barão de Camanducaia e Joaquim Pinto Vilela. 



Ainda falta uma longa caminhada para reconstruirmos a história do casal. Conto com a ajuda de vocês. Caso tenha informações, entre em contato pelo email mayara.mmatos@gmail.com. Obrigada pela visita!






Com informações de Tarcísio Junior, Sílvia Helena Nogueira Costa e Maria Aparecida Motta.

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Nota de Falecimento do Barão de Camanducaia

Tribuna Liberal 12-03-1889 p.3 edição 99
"Novo e profundíssimo golpe acaba de ferir o partido liberal do 11º districto da província de Minas.
Hontem ainda era Sylvestre Ferraz, o moço cheio de ardor e de crenças, athleta invencível, o coração nobre, leal, o valoroso, que tombava no chão da morte no meio de um alarido de dor que echôava por toda a altiva província do seu nascimento -  theatro também de suas glórias, hoje vão se também para sempre nas condições mais trágicas outro lidador possanlíssimo da casa liberal naquelle districto.
Triste fatalidade!
A 5 do corrente, em viagem de Itajubá para Conceição dos Ouros, caiu instantaneamente morto na estrada, fulminado por um raio, o Barão de Camanducaia, cidadão prestante e benemérito chefe liberal do município do Paraíso. 
No lugar do sinistro caíram mortos os animais da comitiva em número de sete, e foram ao chão, terrivelmente atordoados, os quatro camaradas bem como o companheiro de viagem do barão, nosso correligionário Sr. tenente Cyro Gonçalves.
O cadáver de nosso amigo foi conduzido para a cidade do Itajubá, sendo dado à sepultura no dia 6.
A carência de pormenores biográphicos  concernentes ao cidadão cuja morte pranteamos, ignorando  nós ainda as manifestações de pezar que o nefasto acontecimento forçosamente teria provocado, não nos permite alongarmo-nos nesta notícia de última hora.
Mas veste-se do lucto, e lucto pesado, o liberalismo do 11º districto, e nós com elle em toda a sinceridade, unidos nas expansões de pungente mágua por esse forte laço de arraigadas e firmes crenças políticas".